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Mostrando postagens de agosto, 2017

Croqui - Primeiros desenhos de Observação

          A proposta apresentada na aula do dia 16/08 foi a confecção de quatro desenhos de observação da Escola de Arquitetura e Design, sendo dois croquis com 1 ponto de fuga (um externo e um interno) e dois croquis com 2 pontos de fuga (novamente, um externo e um interno).          A proposta aumentou consideravelmente o meu sentimento de pertencimento ao espaço com relação à EAD pelo fato de que observei mais o meu entorno em busca do que desenhar. Parece algo bobo, mas é de suma importância.        Além disso, foi exercitado na última aula (24/08) nosso senso crítico. Todos os alunos levaram seus croquis do espaço escolar e alguns foram sorteados para criticar o croqui do outro aluno. O intuito é aguçar o senso crítico, despertando nos estudantes um olhar diferenciado sobre os outros aspectos de um desenho. Resultado dos meus desenhos de observação: *Sala em frente ao laboratório Radamés *DA - ...

0 - 1: Polarização na arquitetura

             A metáfora do 0 e 1 encontra-se enraizada de diferentes modos em nossa cultura. Bem e mal, bom ou ruim, direita ou esquerda (âmbito político), tudo isso pertence a essa lógica engessada onde dividimos tudo em dois enormes pólos incomunicáveis. Laurie Anderson  nos alerta sobre essa polarização do mundo contemporâneo, e dá como exemplo a complexidade de combinações entre zeros e uns em nosso sistema digital, transmitindo assim, a mensagem de que nossa evolução exige diálogo e debate - não somente a exposição de uma ideia dita como verdade absoluta.             Partindo dessa construção, o campo da arquitetura se vê frente a essa polarização, onde tudo se divide entre a arquitetura em massa e a arquitetura singular, pessoal. Cito a criação das casas populares do programa Minha Casa Minha Vida como exemplificação da arquitetura em massa, uma vez que são construídas com as mesmas características estéticas ...

Animação Cultural - Vilém Flusser

"The Things are in the suddle and they ride us"              O pensamento que temos interiorizado em nós mesmos é o de que os objetos, sendo frutos do pensamento humano, surgem a fim de satisfazer necessidades e deixar registrado, de algum modo, a superioridade humana sobre as coisas. O texto " Animação Cultural" atenta para a reflexão acerca dessa relação: homem/Objeto. Estaria de fato o homem moderno sendo superior aos objetos, ou os objetos já assumiram o controle e a Revolução Cultural descrita pelo narrador estaria prestes a acontecer? Segundo a  Renata Aranha , essa revolução se iniciou nos primórdios da humanidade, como salienta em seu parágrafo: "O que mais me chamou atenção foi a retomada de um mito antigo da criação humana para justificar, nas origens, a superioridade dos objetos sobre os homens. No mito, o ser humano surgiu a partir de uma imagem de barro inanimada, ou seja, os objetos não só precedem, como condicionam a ex...

Roupa e Arquitetura: Sobreposição?

          Uma questão foi levantada em sala de aula (17/08)  acerca da possibilidade da arquitetura ser substituída pela roupa, uma vez que nada as difere. Refletindo a respeito do questionamento, concluí que essa substituição é impossível.                   Ambas são manifestações da personalidade individual/coletiva e das artes, além de carregarem consigo todo um valor sociocultural, porém é necessário atemo-nos ao fato de que a roupa não consegue preservar o indivíduo que a usa das trocas com o meio em que ele está inserido. Em contraponto, portas e janelas presentes nas edificações conseguem regular os fluxos entre público/privado, o que evidencia a principal diferença entre arquitetura e roupa, e a impossibilidade de substituição.