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Animação Cultural - Vilém Flusser



"The Things are in the suddle and they ride us"


             O pensamento que temos interiorizado em nós mesmos é o de que os objetos, sendo frutos do pensamento humano, surgem a fim de satisfazer necessidades e deixar registrado, de algum modo, a superioridade humana sobre as coisas. O texto "Animação Cultural" atenta para a reflexão acerca dessa relação: homem/Objeto. Estaria de fato o homem moderno sendo superior aos objetos, ou os objetos já assumiram o controle e a Revolução Cultural descrita pelo narrador estaria prestes a acontecer? Segundo a Renata Aranha, essa revolução se iniciou nos primórdios da humanidade, como salienta em seu parágrafo: "O que mais me chamou atenção foi a retomada de um mito antigo da criação humana para justificar, nas origens, a superioridade dos objetos sobre os homens. No mito, o ser humano surgiu a partir de uma imagem de barro inanimada, ou seja, os objetos não só precedem, como condicionam a existência humana [...]". 
          Para que a Revolução Cultural obtenha êxito é necessário a perda dos valores culturais, que são frutos da consciência humana, e representam a única barreira que separa os objetos de seu objetivo, como salienta Giovanna Lopes: "[...] para os objetos atingirem o propósito de superar os humanos e serem reconhecidos como superiores à humanidade é necessário que a cultura seja desvalorizada, já que ela ainda é um conjunto de bens que apenas pode ser produzido com a consciência humana[...]". 
         Nesse viés, é necessário ponderarmos sobre a linha tênue entre a ficção presente no texto "Animação Cultural" de Flusser, e o nosso cotidiano, uma vez que é notória a desvalorização da cultura em diversos aspectos e a dominação do objetos sobre nossas vidas.
         





          


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