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Formas de Apropriação do Espaço

                   
     
PARKOUR - "Le Parkour", ou apenas Parkour, é o nome dado para a prática de transposição de obstáculos do seu ambiente do cotidiano utilizando força, agilidade, resistência, precisão, noção de espaço, equilíbrio, tempo de reação e criatividade. O Parkour não é regulamentado como um esporte, não tem federação específica e muito menos competição oficial, mas é uma atividade física que pode ser feita em qualquer lugar, acessível para qualquer pessoa que esteja disposta a queimar calorias e se exercitar. Para quem pratica, a dica é simples: basta estar com uma roupa bem confortável, calçar um par de tênis e ter muita, mas muita força de vontade.

Abaixo deixo um link. Trata-se de um vídeo intitulado “best pakour and freerunning”, que mostra como é a prática dessa atividade que alia agilidade e condicionamento físico em meio ao espaço urbano.

https://www.youtube.com/watch?time_continue=67&v=NX7QNWEGcNI                                  
DERIVA - A Deriva é uma atividade na qual o indivíduo literalmente conhece o espaço à deriva, ou seja, aleatoriamente, de forma que o espaço o conduz e não um plano, ou destino já programado. Nessa atividade, que é bastante complexa, o indivíduo precisa anular todos seus preconceitos já que precisa estar como um ser neutro, de forma que o espaço o transforme. A deriva não necessita de rotas, mas pode ter certa noção de limites para o percurso. 

FLÂNEUR - Flâneur em sua origem constitui em um tipo literário francês do século XIX. Ele significa o lazer, o explorador urbano, o ato de “vadiar” pela cidade. “Flanar” assim,  seria passear observando a cidade e sua história, seus detalhes, seus habitantes, suas construções, as mudanças ocorridas com o tempo, ou seja, toda sua composição e a co-relação entre todos os elementos.

FLASH MOB - O Flash Mob são aglomerações que se encontram em determinado lugar para executar ações previamente combinadas, surpreendendo aqueles que estão no local e não estavam cientes do acontecimento. Assim como nos Rolezinhos, a grande parte dos Flash Mob são organizados por redes sociais. Eles podem ser manifestações, danças livres, ou qualquer outra forma de expressão artística e social. Eles perdem o sentido quando são anunciados em seu local de acontecimento, quebrando a surpresa que é um de seus objetivos.

Abaixo segue um link com um exemplo de apropriação do espaço com o Flash mob https://www.youtube.com/watch?v=ROPesXv2z1U                                           



ROLEZINHOS - Os polêmicos Rolezinhos que significam “dar uma volta” são encontros programados de centenas de pessoas em determinados lugares, como parques, shoppings, entre outros. Em sua grande maioria, os Rolezinhos foram organizados por meio de redes sociais, sendo constituído por pessoas de classes mais baixas. A polêmica em torno dessa apropriação de espaço iniciou quando caros shoppings centers começaram a ser apropriados por essa grande quantidade de jovens que ameaçaram, pelo simples fato de sua condição social, lojas e pessoas de alta classe que frequentavam esses locais. A mídia muito ajudou na difamação do movimento, que em sua origem era um simples passeio de pessoas que até então nunca tinham entrado em determinados lugares, principalmente pelo falo de não estar em um coletivo tão forte. Essa difamação fez com que o movimento fosse plenamente entendido como “arrastões” (mesmo que possam ter acontecidos pequenos furtos)  e visto por grande parte da sociedade como algo repugnável e necessário a anulação. Os Rolezinhos puderam mostrar a toda a sociedade muito do preconceito e do racismo que até então estavam velados, já que não há regras especificando pessoas para entrar em nesses lugares, mas o real motivo por muitos não frequentarem.                                                                                 

SKATEBOARDING (IAIN BORDEN) - Iain Borden (nascido em Oxford em 1962) é um historiador de arquitetura e comentarista urbano em inglês.  Ele é particularmente conhecido por seus estudos acadêmicos de ocorrências cotidianas, como automobilismo, skate, caminhadas e filmes em relação à arquitetura contemporânea e aos espaços públicos. Seu skate, espaço e a cidade: arquitetura e corpo (Berg, 2001), reuniu-se com aclamação considerável por seu relato histórico e analítico de skate, usando a filosofia de Henri Lefebvre para interpretar essa prática urbana como um ato criativo, político e espacial e seu sucessor Skateboarding e a cidade: a A História completa deve ser publicada em 2018. Seu livro Drive: Journeys through Film, Cities and Landscapes , (Reaktion, 2012), também explorou a condução automobilística como experiências de cidades e espaços urbanos, usando representações cinematográficas para explorar diferentes velocidades, paisagens e condições sociais. O Skateboarding em si, é uma atividade esportiva em que uma pessoa faz manobras sobre um skate- prancha de madeira sobre rodinhas de borracha ou outro material. Há uma apropriação do espaço das ruas para a realização desse esporte, que reproduz o movimento das ondas nas ruas. Tal esporte traz grandes benefícios para o corpo, já que exige de quem pratica diferentes movimentos e um grande senso de equilíbrio.   

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