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De Cassino a Museu + Exercício de Autocrítica (Croquis Pampulha)







      No dia 31/08 foi ocorrida uma visita ao Museu de Arte da Pampulha, obra idealizada pelo arquiteto Oscar Niemeyer em parceria com Burle Marx.
    
     Além do reconhecimento do espaço, juntamente com a análise dos contextos de criação do atual museu, nos foi proposto uma série de croquis de técnica livre com tempo limitado. A série se inicia com croquis de 5 minutos, passando por 3 minutos, 1 minuto e, por fim 30 segundos. A proposta era tentar deixar o traço mais fluido; representar o espaço com um croqui que não fosse necessariamente voltado para o realismo.

                         O primeiro "rabisco" foi da escultura "O Abraço" de Alfredo Ceschiatti. Desenho feito em 20 segundos.

 
O segundo desenho se trata da fachada principal do Cassino. O croqui foi feito em 3 minutos.
O terceiro desenho se trata de um detalhe da edificação. É o croqui de um azulejo português.

E o último croqui é da fachada exterior ao salão de festas do cassino.

Autocrítica
        Após a visita ao Museu de Arte da Pampulha e a confecção dos croquis, surgiu em mim uma necessidade de formular uma autocrítica com relação aos trabalhos criados. É um exercício que tenho necessidade de trabalhar, visto que proporciona uma mudança no relacionamento entre criador e criação, fazendo-o ter um olhar mais atento para aquilo que cria; e não deve se restringir somente ao campo artístico de criação, mas sim à vida cotidiana.
        
        O croqui da obra do Ceschiatti foi um dos mais difíceis de se fazer por eu não ter dado uma atenção maior aos detalhes das linhas que compunham a escultura. Em decorrência dessa falta de observação, o resultado não saiu tão bom quanto eu queria. O objetivo desses croquis mais rápidos era focar na leveza do traço e em sua expressividade porém, acredito que o resultado poderia ter sido melhor.
      
       A fachada da edificação testou completamente a minha habilidade em trabalhar sobre pressão e, infelizmente eu falhei. No desenho de vinte segundos (o publicado neste post) já é notório que eu não consegui representar bem as formas geométricas presentes no cassino. Creio que o problema seja minha falta de observação sobre aquilo que estou a desenhar, aliado ao fato de que não consegui focar somente em meu desenho - fiquei mais entretido com o que aconteci ao meu redor, e com conversas paralelas.



       Por fim, o croqui da fachada externa do salão de dança do cassino me satisfez. Pude ser ousado no quesito "materiais" e utilizei somente lápis de cor no processo de criação do desenho de observação. Foi algo bem diferente pra mim, uma vez que estou acostumado somente com grafite e nanquim. Acredito que meu erro tenha sido a escolha da cor (azul) com a qual colori a laje do segundo andar que avança sobre a do primeiro mas, excetuando esse deslize, o resultado final me agrada.



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